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Cultura

CULTURA

Cena Vogue e cultura Ballroom: resistência e arte LGBTQIA+ caminhando juntas durante a história 

 

Se você relaciona a palavra Vogue apenas ao nome da publicação de moda mais importante do mundo ou ao hit da cantora pop americana Madonna, há muito o que você precisa saber sobre o assunto.

Em 1987, aconteceu o 1º Baile Anual Old Felows, no Harlem (EUA). No evento, homens e mulheres se vestiram com roupas e adereços que seriam considerados do gênero oposto e competiram entre si. Assim surgiu o Ballroom. Já em 1929, com o surgimento do então movimento conhecido como Renascimento do Harlem, os bailes foram reestruturados e incluídos no roteiro LGBTQIA+ da época, até se tornarem a principal atividade da comunidade naquele momento. Durante esse momento de crescimento dos bailes, por volta de 1933, o Vogue foi criado. A dança foi inventada por gays negros que haviam sido presos devido à perseguição policial.

A partir desse momento, o Vogue se tornou símbolo da resistência queer no último século, sobrevivendo entre a luta pelos direitos da comunidade LGBTQIA+ e os bailes (Ballroom), onde as casas participantes da competição, que se dividia em diversas categorias, concorreram e receberam prêmios. Prêmios estes que custeavam o mantimento de pessoas antes desabrigadas ou que haviam sido expulsas da sua casa de origem, devido a sua orientação sexual ou identidade de gênero não comuns para a época.

Após sua volta ao cenário underground após a decadência de 90, o Vogue vem ganhando notoriedade nos últimos anos. Seriados americanos premiados como “Pose” e “Legendary” nos contam como o Ballroom foi e como ele mantém hoje em dia. É importante celebrarmos esse universo tão importante para a comunidade LGBTQIA+ do mundo todo. 

Movimento Drag Queen visto além da peruca

 

É homem? É mulher? Que bicho que é? É arte! Pode aplaudir de pé! Com peruca na cabeça, espuma pelo corpo e salto de 15 cm nos pés, elas vieram para quebrar tabus e ocupar todos os espaços. 

Drag Queens,  ou transformistas, são personagens criados por artistas performáticos, com intuito de entreter o público das mais diversas maneiras. Nos últimos anos, artistas drag como Pabllo Vittar e Gloria Groove ganharam as paradas musicais e se fizeram presentes na grade de diversas emissoras de TV.

O nome “Drag” vem da expressão “Dress As A Girl” ou “se vestir como uma menina” em português. A arte drag foi criada na década de 70 por artistas da cena underground americana e começou a ser popularizada no Brasil por volta dos anos 80. Entretanto, desde o estouro do ganhador de 12 prêmios Emmy, o reality-show americano “RuPaul’s Drag Rac, em que grupo de drags americanas compete entre si pelo título de “Superestrela Drag da América”, o número de personagens e fãs da arte drag não para de crescer. E não é diferente no Rio de Janeiro. 

E não pense que o “Drag” se limita apenas ao glamour e à estética. Há também um lado político por trás de tudo isso. “Com o drag nós estamos ocupando espaços que jamais foram ocupados antes pelo público LGBTQIA+. Nós geramos discussões sobre gênero, aceitação e muitos outros assuntos e isso é muito importante” contou Gabriel De La Torre, intérprete de Pandora Yumé, que foi criada para confrontar pessoas preconceituosas de um bar, onde Gabriel trabalhava há alguns anos atrás: “As pessoas me olhavam estranho por conta do meu jeito feminino, então decidi criar a Pandora como forma de mostrar que não há nada de errado em ser feminino.”. 

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