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Sociedade

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A próxima presidente do Brasil é negra e LGBTQIA+

A falta de aceitação mantém a comunidade LGBTQIA+ marginalizada, sofrendo com desemprego, piores salários, subempregos e não ocupam cargos de liderança nas empresas.

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Educação sexual na escola no combate à homofobia

 

A escola é um ambiente de construção do conhecimento, de respeito às diferenças, de promover o senso crítico e a autonomia do pensamento. Por esse motivo, é necessário que as escolas tenham educação sexual no currículo para prevenir sobre as infecções sexualmente transmissíveis (ist), gravidez na adolescência e atitudes homofóbicas. Informar e orientar  os alunos para a quebra do preconceito seria um primeiro passo para que diversos outros problemas surgissem no futuro.

Os LGBTQIA+ enfrentam barreiras somente por existirem e não é diferente no ambiente escolar. A impunidade da discriminação é gerada pela falta de reconhecimento e aceitação da diversidade. De acordo com a Associação Brasileira de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (ABGLT), 58.9% dos alunos faltam às aulas por causa de agressões sofridas. As escolas devem discutir sobre diversidade cultural e sexual nas disciplinas, pois a falta do debate sobre educação sexual, corpo e sexualidade faz com que os alunos LGBTQIA+ sofram com a evasão escolar, bullying e até mesmo suicídio.

A educação sexual tem como objetivo que os alunos se sintam livres de discriminações para que saibam se expressar e respeitar as diversidades, o corpo do outro, conhecer e cuidar do próprio corpo, se protegerem de abusos e compreender a sexualidade e as relações. Alguns professores inviabilizam os debates sobre a homofobia por falta de informações afetando ainda mais o aprendizado dos alunos LGBTQIA+ gerando desinteresse, insegurança e segregação.

Ainda há poucas políticas públicas voltadas para a diversidade educacional, tanto que, em 2011, às discussões sobre a homofobia no ambiente escolar cessaram com o veto do governo ao material “Escola sem Homofobia”, apelidado pelos críticos conservadores erroneamente de “kit gay”.

O cenário educacional está sendo lentamente modificado, a escola deve pensar além dos muros para combater a homofobia, é necessário o foco na construção da identidade dos alunos para que não haja evasão escolar e que os jovens LGBTQIA+ tornem-se adultos seguros

A exclusão do LGBTQIA+ no mercado de trabalho

Apesar de contarmos com alguns avanços nas políticas públicas brasileiras para as pessoas LGBTQIA+ e com a criminalização do preconceito referente à orientação sexual e\ou identidade de gênero, pela Lei 672, em 2019, pelo Superior Tribunal Federal, o preconceito que está enraizado na sociedade se manifesta no mercado de trabalho através das restrições de contratações que as empresas mantêm, de piadas, assédio moral, insinuações e demissão.

Como afirma Ronan Avelar, 24, sobre ataques sofridos no trabalho: “Trabalhei durante dois anos no atendimento preferencial de uma empresa de fornecimento de energia elétrica na minha cidade atual. Os ataques vinham em sua grande maioria de clientes que, insatisfeitos com o serviço prestado pela empresa, descontavam sua raiva e descontentamento nos atendentes quando eles percebiam que estavam sendo atendidos por uma pessoa homo, esses ataques à empresa se direcionaram a mim.”

A falta de aceitação mantém a comunidade LGBTQIA+ marginalizada, sofrendo com desemprego, piores salários, subempregos e não ocupam cargos de liderança nas empresas. Segundo a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), em 2020, 90% das travestis está fora do mercado de trabalho, sendo a prostituição a única saída para algum /tipo de renda, já que o alto índice de evasão escolar, o preconceito familiar e social impossibilitam o desenvolvimento de competências que permitem a competitividade do grupo no mercado de trabalho

No Brasil, a taxa de desemprego vem aumentando, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há 14,761 milhões de desempregados. Porém, as minorias são os grupos que mais têm dificuldade para acessar o mercado de trabalho pela exclusão que sofrem. A empresa Elancers fez um levantamento em 2018 e um dos resultados chama a atenção: 20% das empresas não contratam LGBTQIA+ por causa da orientação sexual e identidade de gênero dos candidatos.

A falta de preparo e o preconceito dos funcionários das empresas fazem com que as pessoas da comunidade que conseguem emprego sigam um padrão heteronormativo, escondendo sua sexualidade e não mostrando suas habilidades profissionais, como aconteceu com Ronan: “Meu rendimento sempre se deu à forma como sou tratado nos lugares, na empresa à qual ciro nunca houve qualquer tipo de apoio psicológico para os funcionários. As poucas vezes que eu tive coragem (por medo de perder o emprego, pois precisava trabalhar) de levar alguns casos adiante, fui recebido com maus olhos e visto como o “que reclama demais” apenas por pedir para ser tratado com respeito[...]”.

Além disso, a pessoa LGBTQIA+ é afetada psicologicamente: “[...]Ouvi diversas vezes que perdi a razão desses ataques quando rebatia as ofensas (não de forma ofensiva, mas sim defensiva) e casualmente acarretou em diversos distúrbios psicológicos os quais acompanho até hoje.” afirma Ronan. A partir disso, entende-se que a escassez da diversidade nas empresas prejudica os negócios, compromete um ambiente de trabalho saudável, seguro e a relevância das empresas. 

Fotografo: Lonrã Kreimer

Modelo: Katarina Lima

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